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sexta-feira, dezembro 26, 2025

Registros rupestre mais antigos já feitos por humanos de aproximadamente 200 mil anos é encontrado na Espanha

    Um achado arqueológico em Marbella, município espanhol localizado na região de Andaluzia e envolto pela cordilheira Sierra Blanca, que se estende pelo Mediterrâneo ao longo de 27 km, foi especialmente significativo para a paleontologia: pesquisadores escavaram um bloco de pedra marcado com inscrições e gravuras pré-históricas, datado em pelo menos 200 mil anos, que pode se tornar o mais antigo registro rupestre humano conhecido.

    A descoberta foi liderada pela delegação de Cultura, Educação e Patrimônio Histórico espanhola, e se deu no sítio arqueológico de Coto Correa, cuja relevância arqueológica tem sido alvo de pesquisas desde a década de 1950, quando foram descobertas na região ferramentas datadas do Paleolítico Inferior, o período mais antigo da Idade da Pedra [2,5 milhões de anos a 250 mil anos a.C.].

Além do fragmento de pedra esculpida, as escavações recentes também foram responsáveis por desencobrir um conjunto de ferramentas, feitas de pedra, esculpidas para uso dos hominídeos em atividades cotidianas. 

    Já a pedra que continha as inscrições visuais, que parecem ser gravuras dispostas de forma linear sobre sua superfície, é especialmente relevante porque, além de confirmar a presença de humanos durante o Paleolítico Médio Inferior na região da Península Ibérica — período de que não se tem muitos registros locais, marcado pelo surgimento dos primeiros hominídeos e do fogo —, também supera as manifestações artísticas da história pré-escrita já conhecidas em idade. 

    São até 100 mil anos de diferença entre a pedra encontrada em Marbella e os registros artísticos mais antigos de que se tem nota.

Bloco de pedra com inscrição pré-histórica descoberto em Marbella

    A gravura rupestre mais antiga do mundo, embora não haja uma datação exata, é atribuída a duas crianças do planalto tibetano, que deixaram marcas de mãos e pés em superfícies de calcário com idade estimada de 169 mil a 226 mil anos a.C.

    Na Espanha, outras três cavernas dispersas pelo território revelaram outros registros estimados entre 65 mil e 115 mil anos de idade, como itens humanamente trabalhados e resquícios de pigmentos. 

    No entanto, a pedra descoberta em Marbella pode ser o exemplo de gravura mais antiga já encontrado, e a delegação de Cultura da Espanha, responsável pelas escavações, já começou a analisar o bloco com técnicas avançadas de datação, um estudo feito com quartzo em amostras de sedimentos e a reconstrução visual, em 3D, da superfície gravada.

    A investigação do fragmento pode abrir novos horizontes para o estudo da ocupação humana da Península Ibérica e as capacidades cognitivas das populações humanas a habitar a região, além de seus símbolos culturais específicos.

Por Anne Silva para revistaforum em março de 2025


sexta-feira, dezembro 12, 2025

Descoberta arqueológica aponta que humanos dominaram fogo 350 mil anos antes do que se pensava

FOGO A GRANDE DESCOBERTA

Descoberta arqueológica aponta que humanos dominaram fogo 350 mil anos antes do que se pensava

    Uma descoberta surpreendente em um sítio arqueológico no Reino Unido está redefinindo a época em que os seres humanos aprenderam a fazer fogo.

Pesquisadores encontraram o primeiro caso conhecido de fogo criado por humanos, no leste da Inglaterra, 400 mil anos atrás.

    A nova descoberta, onde hoje fica a aldeia de Barnham, antecipa a época de origem do fogo humano em mais de 350 mil anos, muito antes do que se pensava até então.

    A capacidade de criar fogo mudou tudo na evolução humana. Nossos ancestrais passaram a ter calor à vontade, permitindo que eles cozinhassem e comessem carne, o que aumentou o tamanho do nosso cérebro.

    Com isso, os humanos deixaram de ser um grupo de animais lutando apenas para sobreviver. Passamos a ter tempo de pensar e inventar, o que fez de nós a espécie avançada que somos hoje.

    A equipe de arqueólogos afirma ter encontrado terra cozida ao lado do primeiro isqueiro da Idade da Pedra. Ele consiste de uma pedra de sílex que era esfregada contra uma rocha chamada pirita, também conhecida como "ouro dos tolos" para criar faíscas.

A descoberta ocorreu no sítio arqueológico de Barnham, no leste da Inglaterra, a BBCNews teve acesso exclusivo ao sítio pré-histórico.

    Sob a copa das árvores da floresta de Barnham, fica um tesouro arqueológico, enterrado a poucos metros de profundidade. Ele data do início da pré-história humana.